
Nos dias antes de Colombo e Lutero, a Europa estava no meio da anarquia moral e social. A autoridade, tanto na igreja como no Estado, tinha se esvaído, e o Estado, para se manter, se tornou mais e mais tirano. O cardeal Aeneas Sylvius Piccolomini, futuro Papa Pio II, disse em 1454: “O Cristianismo não tem nenhum cabeça a quem todos desejem obedecer. Nem ao Papa nem ao Imperador é dado o que lhe é devido. Não existe nenhuma reverência, nenhuma obediência. Assim, consideramos o Papa e o Imperador como se eles sustentassem títulos falsos e como se fossem meros objetos pintados. Cada cidade tem o seu próprio rei. Existem tantos princípes quantas famílias”.
Essa anarquia moral resultou numa tirania política. Quando os homens não são moralmente responsáveis, eles podem não exigir obediência de outros, e nem dá-la àqueles acima deles. Eles são foras da lei, e a força bruta começa a reinar em seu mundo.
Salomão nos diz sobre o homem: “Como pensa em seu coração, assim ele é” (Pv 23.7, KJV). Homens sem lei criam um mundo sem lei, e nenhum poder autoritário sobre eles pode fazer qualquer diferença em seus corações. Somente uma reforma, o poder regenerador de Deus, pode tornar o homem numa nova criação (2Co 5.17).
Precisamos trabalhar por mudanças em nossa política, economia, educação e em cada outra esfera. Essas mudanças, contudo, serão fúteis a menos que o coração do homem seja transformado. Nossa anarquia moral e social procede do coração do homem, e a mudança deve começar ali.
por R. J. Rushdoony
Fonte: monergismo
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Nosso Papel Social
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